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Primeiro a resposta curta, depois o detalhe

Pré-medição, medição, mapa valorizado: três momentos, três usos

O que os distingue não é o conteúdo, é o momento em que são feitos e o que desencadeiam.

A resposta em três linhas

A pré-medição precede os trabalhos: mede-se sobre a planta para saber quanto vai custar. A medição segue-os: mede-se o que foi realmente executado para saber quanto há a pagar. O mapa valorizado é um terceiro objeto: pega em quantidades previsionais e aplica-lhes preços unitários, para que o dono de obra compare propostas linha a linha. O primeiro compromete a sua margem, o segundo a sua tesouraria, o terceiro a sua hipótese de ganhar o trabalho.

O que as separa

Pré-medição

Quantidades retiradas das plantas antes do arranque. Assentam num documento, logo em hipóteses, e comportam uma margem de incerteza assumida.

Medição de execução

Quantidades constatadas na obra executada, normalmente em contraditório. Fazem fé para a faturação e comparam-se com as quantidades previstas.

Mapa de quantidades valorizado

As quantidades previsionais mais um preço unitário por linha, logo um montante. É o documento que o dono de obra alinha lado a lado para comparar concorrentes.

Quando usar qual

Pré-medição

Para estabelecer um preço, decidir se avança e encomendar os primeiros materiais.

Medição de execução

Para faturar um auto de medição, justificar um desvio ou fechar um contrato a preços unitários.

Mapa de quantidades valorizado

Para responder a um concurso, ou para pedir propostas comparáveis a várias empresas.

Os termos variam de país para país e de ofício para ofício. O que não varia é a pergunta a fazer: este documento serve para decidir, para comparar ou para pagar?

Perguntas frequentes

Pode-se faturar com base na pré-medição?

Num contrato por preço global, sim, é esse mesmo o princípio: o preço é fixo quaisquer que sejam as quantidades reais. Num contrato a preços unitários, não: faz fé a medição de execução.

Quem faz a medição de execução?

A empresa propõe-a, a fiscalização verifica-a, e a diferença discute-se artigo a artigo. Daí o interesse de uma medição rastreável, onde cada quantidade remete para um elemento da planta e não para uma célula digitada à mão.

E se a planta fizesse o trabalho?

O FloorScan lê um PDF, produz áreas e comprimentos, e exporta no formato que o seu interlocutor espera.